29 de março de 2008

Templo...

Há alguns meses vi no programa do Jô Soares uma entrevista com o (cantor e compositor) Z. Rodrix, que de nome dificilmente se sabe dizer quem é porem quando Elis Regina canta: Eu quero uma casa no campo/ Onde eu possa compor muitos rocks rurais /E tenha somente a certeza /Dos amigos do peito e nada mais /Eu quero uma casa no campo /Onde eu possa ficar no tamanho da paz...
Ou o hit Soy Latino Americano/ E nunca me engano/ E nunca me engano/

O que eu não sabia é que ele havia escrito livros, a entrevista foi simplesmente maravilhosa, como poucas que eu vi no Jô Soares (que é um porre!!!). Pesquisei em sites, na livrarias em MT e por fim chegou as minhas mãos o livro Johaben – O Diário de um construtor do Templo, o primeiro livro da trilogia. Esta trilogia seque com Zorobabel: Reconstruindo o Templo e Esquin de Floyrac: O fim dos Templos.


Este templo em questão é o de Jerusalém projetado por Yahweh (Deus), a morada final da Arca da Aliança, trazida com os hebreus desde os tempos de Moisés, chegando a Davi, mesmo dando inicio ao projeto não teve autorização de Deus para executar por ser um homem de guerra e não de paz, ficando para Salomão erguê-lo , é nesta parte que a história começa, mas há passagens do livro que fala mais do que erguer paredes, construir um templo material, e sim no crescimento espiritual, do renascimento de si mesmo, em certos parágrafos, a reflexão é tão profunda, que nos leva as lágrimas. Como esta o seu templo?



Abandonando o acampamento, desci a trilha de pedra caverna adentro e embrenhei-me pelos corredores desertos das pedreiras, acabando por chegar à sala onde meu grupo trabalhava, e na qual o dia seguinte veria nossa atividade frenética. Sentei-me absolutamente só no chão, com as costas apoiadas na parede, abraçando os joelhos, e fixei meu olhar na rocha viva à minha frente.Tentei mais uma vez, apertando as têmporas com as mãos, enxergar as linhas da rocha que somente Nehemias parecia ver, mas nada aconteceu. Eu era absolutamente cego para o que realmente importava, e tomado por um ódio incontrolável, comecei a chutar e a socar a pedra à minha frente, enquanto as ondas de ódio mortal subiam pelo meu peito acima, e eu urrava como fera selvagem, destruindo meus dedos e pés na agressão à pedra. O sangue começou a manchar a rocha, e depois de um tempo interminável a dor e os ferimentos venceram meu ódio, e eu caí para trás, urrando menos pela dor do que por estar completamente destruído. Eu tinha finalmente chegado ao fundo de mim mesmo, e não sabia mais quem era, de onde vinha, nem para onde estava indo. O Joab criança que eu fora se transformara no Joab que meu tio construíra, e pelos mais torpes motivos este Joab se transformara no Johaben que eu agora tentava ser, mas não conseguia, pois não tinha mais forças para nada. Por mais que eu recusasse, por mais que aquele que eu fora gritasse dentro de mim que eu merecia mais, que eu era especial, que eu era diferente, que eu era melhor que todos, que eu devia ocupar uma posição superior, a verdade mais verdadeira me cobriu com seu manto de absoluta transparência, limpando de minhas vistas as tinturas e névoas que até esse dia me impediam de verdadeiramente enxergar, e eu finalmente compreendi que não havia, nunca tinha havido nem nunca haveria nenhuma diferença entre mim e a pedra. Eu não tinha mais porque lutar: meu sangue sobre a pedra já estava acinzentado como ela, e eu mesmo, como podia ver pelas feridas que os golpes na rocha tinham me causado, ia lentamente tomando a cor e o aspecto da rocha em que estava encostado. O mundo à minha volta era A pedra, eu era de pedra, o ar que me cercava ia lentamente se transformando em pedra, penetrando meus pulmões com sua infinita platitude. Eu não era nada além da pedra, e com um suspiro me deixei escorregar para dentro dela, buscando a paz da integração final com o que nunca soubera, mas que sempre fora e finalmente aceitava ser: um pedaço de pedra cinzenta, sem nome nem destaque, nem marcas, nem segredos. Um frio intenso explodiu dentro de meu coração e eu caí ao chão, aceitando pacificamente a minha morte definitiva. Desisti de viver e me entreguei.
Por algum motivo, no entanto, a morte passou por sobre mim e me deixou, inerme, caído ao chão da caverna. Alguma coisa dentro de mim pulsava com regularidade, e eu acabei percebendo que era o meu coração, batendo em meu peito, marcando cada momento seguinte de minha vida. Meu coração não tinha se enrijecido como pedra. Uma enorme sensação de alívio se instalou em mim, como que me dizendo que a provação pela qual eu vinha passando já se acabara. Deixei que o ar entrasse em meus pulmões, e me permiti sentir a mim mesmo: eu estava limpo, eu me sentia limpo, pois morrera e fora ao meu próprio fundo buscar-me. De algum lugar lá embaixo, na escuridão do meu íntimo, onde eu nem mesmo desconfiava que existisse alguma coisa, eu conseguira roubar o sopro necessário para reiniciar minha existência. Eu agora podia existir, pois o jugo que meu passado tinha algemado à minha vida havia finalmente sido quebrado. Não havia mais nada que me prendesse a nada: tudo se apagava como que por encanto, e os fantasmas e desgraças de meus dias passados tomavam finalmente seu tamanho verdadeiro, um tamanho infinitamente pequeno. Em mim, no fundo de mim, estava a força de que eu precisava para quebrar essas cadeias. Compreendi, então, que ao aceitar o meu próprio fim e abandonar pela exaustão o leme de minha vida, ele tinha sido tomado por alguma força superior que sempre estivera dentro de mim, mesmo quando eu não sabia disso. Essa força é que me arrancava a cada momento mais uma respiração, mais uma batida de coração, essa força é que me sustentou quando a carga se mostrou quase excessiva, mas que também nunca permitiu que a ela se adicionasse a pluma que me quebraria a espinha. E em minha mente renascida surgiu com todos os detalhes, como se eu lá estivesse, o grande céu estrelado que nos cobria, e eu via em cada uma dessas estrelas a mesma força que pulsava dentro de mim, renovando meu compromisso com a vida. Por quanto tempo eu andara enganado, ora achando que o Universo tinha sido criado para tudo me conceder, ora sofrendo porque o Universo tinha se transformado em um plano sinistro contra mim... Nada disso: o Universo nunca tinha sido nem meu serviçal nem meu inimigo: nada me devia e nada me cobrava. A força que o iluminava era a mesma que fazia com que eu me movesse, e quanto mais eu me movesse em consonância com ele, mais perfeito seria o nosso movimento em comum. Abri meus olhos, molhados por meu primeiro pranto de alívio verdadeiro, e uma grande onda de alguma coisa que eu só posso chamar de amor cresceu dentro de mim, porque a caverna em que eu me encontrava, inesperada e maravilhosamente iluminada por uma estranha luz dourada, pulsava no mesmo ritmo do meu coração e, sem perder a cor cinzenta que era a sua natureza, ia ficando mais e mais transparente. Eu podia enxergar dentro das paredes de pedra as veias pelas quais corria a seiva viva da rocha, vinda de todos os cantos do mundo, numa fabulosa exibição de vida para todo o sempre. Nesse momento inesquecível entre tantos outros que eu vivera e ainda viveria, eu tive então a certeza plena de que a pedra e eu éramos uma coisa só.

Livro: Johaben - Diário de um Construtor do Templo.

Autor: Z. Rodrix.

15 de março de 2008

O Perfume



Aí ficou parado, recompôs e farejou. Conseguira. Tinha-o firme. Como uma fita, o aroma descia a Rue de Seine, inconfundivelmente nítido e, mesmo assim, sempre suave e fino. Grenouille sentiu como o seu coração estava pulando e sabia que não era o esforço da correria que o fazia pular, mas o seu excitado desamparo diante deste aroma. Procurou lembrar-se de alguma coisa comparável e teve de desistir de todas as comparações. Esse aroma tinha frescor; mas não o frescor das limas ou laranjas, não o frescor da mirra ou das folhas de canela ou da hortelã ou da bétula ou da cânfora, nem da chuva de maio ou do vento da geada ou da água da fonte... e ao mesmo tempo tinha calor; mas não como a bergamota, cipreste ou almíscar, nem como o jasmim ou narciso, nem como lenha de roseira e nem como íris... Esse cheiro era uma mistura de ambos, do fugaz e do pesado, não uma mistura, mas uma unidade e, alem disso, restrita e fraca e, ainda assim, sólida e fundamental, como um pano de fina seda cintilante... e de novo também não como seda, mas como leite doce feito mel em que um biscoito se dissolva – o que, afinal, mesmo com a melhor das boas vontades, não se conjugava: leite e seda! Incompreensível esse aroma, indescritível de modo nenhum classificável, a rigor nem sequer deveria existir. E, no entanto, ai estava ele, em maravilha obviedade. Grenouille o acompanhou, com o coração a saltar de medo, pois o havia aprisionado e, agora, irresistivelmente, o atraíra para si.
O Perfume de Patrick Süskind

Preciso ver o filme, mas por enquanto me contento e muito em reler o livro.

5 de março de 2008

2008 promete.

Sumiço de um mês, por motivos pessoais, profissionais, maternais, familiares, escolares...
Em fevereiro bati meu recorde de passeio em shopping center, fui duas vezes, não é porque eu não gosto que tenho que privar meus filhos, foi uma maravilha a eles, compras, a primeira vez que o Alexandre foi ao cinema, comida fast food, escada rolante, meus pés doem até hoje. Estou colocando em pratica o tempo dedicado aos meus filhos(resolução de final de ano), esta será a prioridades deste ano, pensando nisto vou tirar férias (depois de cinco anos e licença maternidade não conta), a minha casa não ira se construir se eu vender estas férias integralmente, então vou tirar dez longos dias e visitar a sogrinha (eta!!!), neste caso é férias mesmo ela esta morando no Espírito Santo a poucos kilometros da praia.
Mas em fevereiro foi o mês em que me descobriram isto mesmo, ninguém que eu conheço sabe do blog, então qual a minha surpresa, meu marido me achou, a partir de uma lista de endereços de blog’s no Word que mantenho no PC onde trabalho, onde ele também trabalha, isto foi um balde de água fria na minha cabeça, a coitada não conseguiu articular mais uma palavrinha sequer, imagine um post inteiro, já estou refeita, e também não é nada de mais e nem de outro mundo
(explique isto a ele!).
Finalzinho de janeiro foi o aniversário do Gabriel 2 aninhos, hora de ir à escola, mais um stress, achar a escolinha certa (entre 2 opções), mas ele foi muito fofo não chorou, qdo fui embora me deu até beijinhos (ufa!!!). Este ano a escola do Ale me pediu 5 cadernos, 4 apostilas e 1200 folhas A4 (entre brancas e coloridas), se um ano tem 365 dias cada caderno com 96 paginas (480 no total). Simplesmente reduzi a lista a quase nada, incrível te pedem horrores em materiais e sempre vêm trabalhos para se fazer em casa, e nada para executar, no final do ano dez trabalhos em uma pasta. Stop neste povo!!!!

Comecei escrever este post ontem (04/03/08) felicíssima com as férias cheia de programação, até meu chefe me dar um bom dia com a cara fechada, (lá vem bomba!), o funcionário que voltou hoje de férias, separou-se da esposa (ele com 22 ela com 16 o juízo esta aonde?) e pediu as contas, ele vai ver o que poderá ser feito talvez adiar, mas tenho o pressentimento:

Minhas férias subiu no telhado!


Retificação do post As leis de Murphy, como o Blogildo comentou que eu estava errada (resolvi olhar a nota fiscal e perguntar ao técnico) eu realmente escrevi errado no post eu pedi a vendedora uma Placa com 20+4+4 pinos e na verdade nós já havíamos trocado a placa de vídeo, e por isso trocamos tb a Fonte de 24 pinos 350 w 2.20volt , ela tem 20+4 e 4 pecinhas que se parecem com plug de telefone (o meu conhecimento é zero) eu desconfiei da primeira vendedora pelo simples fato do meu chefe ter me entregado R$150,00 para a aquisição da mesma.
Achei na Kadri Informática na Av. Rubens de Mendonça com a Nara. (olha o Jabá).


*Se alguma destas imagens é de sua autoria favor me avisar para os créditos, estava com muita pressa e nem anotei de onde as tirei.

30 de janeiro de 2008

As leis de Murphy.

O pc principal deu pane ou melhor Cavalo de Tróia, e claro nunca é ninguém, mas pior do que isto é ser incumbida pelo chefe, que resolveu ‘incrementar’ a maquina com uma lista gigante de peças ( que eu não entendo nada) de ir busca-las na capital.
Eu não entender nada de peças, tem uma desculpazinha, mas o vendedor?

_ Oi, estou precisando de uma placa de 20 pinos + 4+4, vc tem?
(a vendedora faz cara de quem esta pensando, entra no sistema e diz)
_ Tenho sim.
_Quanto Custa?
_ R$38,90.
_ Vc tem certeza que é a 20+4+4.
_ Vou verificar com o supervisor, um instante.
Penso comigo, o que será um instante? Quanto demora um instante?
No meu caso demorou 10 minutos.
_Sra. tem certeza que é isto mesmo, nós temos somente 20+4.
_ Obrigada. La vou eu a merda.


Na segunda loja se repete o mesmo ocorrido.

Na terceira Loja.

A vendedora me vem com a mesma 20+4.
Pego o celular e tento pela terceira vez falar com o técnico e verificar as especificações da placa, por fim consegui falar com o ‘quase impossível rapaz’, que auxilia a vendedora nesta árdua tarefa, mas perdida que cachorro caído de mudança, se junta com mais uma vendedora e eis que aparece a placa, com todos os pinos e entradas.

E finda a minha missão na ensolarada e claustrofóbica capital.

E é óbvio que o técnico conseguiu esquecer de mais algumas peças e vamos nós de novo.

E ai entra algumas Leis de Murphy.

1. Um atalho é sempre a distância mais longa entre dois pontos.
2. A beleza está à flor da pele, mas a feiúra vai até o osso!
3. Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do manual.
4. Tudo leva mais tempo do que todo o tempo que você tem disponível.
5. Se alguma coisa pode dar errado, dará. E mais, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível.
6. Se você perceber que uma coisa pode dar errada de 4 maneiras e conseguir driblá-las, uma quinta surgirá do nada.
7. Seja qual for o resultado, haverá sempre alguém para: a) interpretá-lo mal. b) falsificá-lo. c) dizer que já tinha previsto tudo em seu último relatório.
8. Quando um trabalho é mal feito, qualquer tentativa de melhorá-lo piora.
9. Acontecimentos infelizes sempre ocorrem em série.
10. Toda vez que se menciona alguma coisa: se é bom, acaba; se é mau, acontece.

24 de janeiro de 2008

A seita.



Passei dias tentando achar um tempo e digitar o restante da historia de Heinrich Schliemann, mas esqueci o livro onde trabalho e a oportunidade surgiu-me onde eu menos esperava no caminho para casa meu cunhado ligou convidando-nos a ir jogar baralho com ele (um jogo chamado mentira bem simples e divertido), mas imaginando os assuntos de sempre, novela, fofoca e as casa lacradas (que eu me recuso a ver, ouvir e falar) ficaria boiando, resolvi ficar em casa com o Gabriel (1e 11meses) e ele levaria o Alexandre (6 anos), porem minha irmã Nina (tia linha dura de coração mole) chamou-os para dormir com ela e minha mãe, agora estou eu aqui ouvindo os vizinhos loucos tentando cantar em Karaokê e para piorar um pouco, uma imitação tosca de Tete Espindola (meu amor o nosso amor esta escrito nas estrelas... e o fim da picada) e já que estou sem o livro em mãos e estou lendo outro sobre Seitas Secretas assunto que sempre me chamou a atenção não vou relatar sobre as mais conhecidas, mas uma seita aniquilada (não lamento e talvez nem você faça isso).






Introdução (bem resumida).

As seitas secretas existem tanto nas culturas primitivas como nas tecnologicamente avançadas. São, quase com certeza, anteriores a historia registrada; uma interpretação das pinturas pré-históricas nas cavernas sugere que elas faziam parte dos ritos tribais especiais da Idade da Pedra, destinados a atrair a caça mediante a magia simpática. No entanto, as seitas secretas tribais costumavam estar ligadas aos ritos de passagem para a vida adulta de rapazes e moças e a preservação das tradições culturais da tribo. Através dos tempos, outros grupos foram formados com propósitos religiosos e políticos, tal como os druidas e os Cavaleiros Templários do século XII. Alguns nasceram como irmandades ritualísticas, ou evoluíram a partir, maçonaria, rosa-cruz, a teosofia e a Ordem Hermética da Aurora Dourada, outros são cultos antigos como Isis e Osíris, Dionísio, Mitra (mitraismo), entre muitos outros.





Tugues - Assassinos Sagrados.


Durante séculos, viajantes da Índia eram presos pelos tugues, membros de uma seita cujas origens remotavam ao século XIII. A irmandade incluía muçulmanos e hindus, mas todos afirmavam ter uma relação especial com Kali, a Mãe Negra do folclore hindu. Segundo o mito deles, a deusa cortara um demônio comedor de gente ao meio com sua espada, descobrindo que cada gota de sangue dava origem a outro demônio. Em face de horda diabólica, Kali criou dois guerreiros com seu próprio suor, dando a cada um deles uma tira de pano chamada ‘rumal’, para estrangular os inimigos. Depois que os demônios morreram, Kali incitou seus dois tugues a continuarem matando, de geração a geração. Eles esmagariam o mal, disse ela – e ganhariam bem a vida, pois também roubariam suas vitimas.Na maior parte do tempo, os tugues viviam respeitavelmente, em geral como artesãos renomados, em suas aldeias natais. Porem, durante algumas semanas, todos os anos, dedicavam-se a carnificina, sua missão sagrada. Agindo longe de casa para evitarem o reconhecimento bandos de dez a cinqüenta tuques atraiam suas vitimas para a morte mediante engodos. Com efeito, o nome da seita deriva da palavra em sânscrito para ‘enganador’. acompanhavam grupos de mercadores ou peregrinos ate surgir uma oportunidade, quando o momento certo chegava, os assassinos aproximavam-se da vitima por trás, passavam os rumales em seu pescoço e apertavam, murmurando preces a Kali.



Antes de uma expedição, os tuques sacrificavam um carneiro diante de uma imagem de Kali manchada de sangue e coberto de flores. Ao lado das estatua estavam às ferramentas do oficio – corda, faca e picareta. A faca era usada na mutilação ritual dos cadáveres. Presumia-se que a mutilação agradasse a Kali, alem de ser pratica, pois dificultava a identificação das vitimas.



Alguns viajantes eram imunes ao ataque. As mulheres era poupadas em deferência ao sexo de Kali e os homens santos, certos artesãos, músicos e poetas também gozavam da proteção da deusa. Os leprosos e aleijados estavam isentos, pois os tugues temiam a contaminação, nunca molestavam europeus com medo de represarias por parte dos governos coloniais.



Com uma compaixão duvidosa, os tugues adotavam os filhos de suas vitimas, iniciando os meninos na seita, ensinando-lhes seu idioma e os sinais secretos. As iniciações eram solenes e alegres, nada dava a um pai tuque mais orgulho do que ver seu filho seguir seus passos sangrentos.

Estima-se que mais de um milhão de pessoas tenham perecido nas mãos dos tuques antes que os governantes ingleses da Índia acabassem com a seita por volta de 1826 o coronel William Sleeman (administrador civil de Jubbulpore, na Índia) recorreu a tuques capturados, quebrando o código de silencio com ofertas de clemência, no total conseguiu 56 informantes, em 1848 exceto por alguns casos isolados, o reino tuque de terror chegou ao fim.

Com o tempo, estranguladores e mutiladores fora transformados em hábeis oleiros, pedreiros e tecelões. Seus tapetes tornaram-se uma especialidade procurada ate pela rainha Vitória, cujos soldados haviam destruído a irmandade, encomendou um para o castelo de Windsor.


Texto extraído do livro: Mistérios do Desconhecido – Seitas Secretas, Abril Coleções (Time-Life), tradução Tomas Rosa Bueno.


Abraços Rosa
23 de janeiro de 2008.

5 de janeiro de 2008

Descobrimento de Tróia.

A historia de um menino pobre que encontrou um tesouro.


Começou assim: um garotinho estava diante de uma sepultura da sua aldeiazinha natal, no norte superior da Alemanha, em Mecklemburgo. Ai estava enterrado o malfeitor Henninh, chamado Bradenkielrl. Constava ter ele assinado e assado um pastor vivo e, já depois deste torrado, haver- desferido ainda um pontapé. A vingança, diziam, manifestara da seguinte maneira: todos os anos o esquerdo do facínora, calcado com uma meia de seda, tinha de brotar da sepultura.
O garotinho esperou e nada aconteceu. Então pediu ao pai que fosse cavando e investigando para ver onde o estaria naquele ano. Não longe dali havia um outeiro. Lá, segundo lhe contaram havia um berço de ouro. O menino perguntava ao pai, pobre e desmoralizado:
_ O senhor não tem dinheiro Por que não desenterras o berço
O pai contava sagas, contos de fadas e lendas ao menino. Falava-lhe sobre também – velho humanista – sobre as lutas dos heróis de Homero, sobre Paris e Helena, Aquiles e Heitor, a forte Tróia consumida pelas chamas. No Natal de 1829 deu-lhe um presente a Historia do Mundo Ilustrado de Jerrer, nele continha uma gravura representando Eneias com o filho pela mão, fugindo da fortaleza em chamas. O menino olhava a gravura, os muros fortes, a sólida porta ocidental e perguntava:
_ Tróia era assim?
O pai acenava com a cabeça.
_ E tudo isso foi destruído, completamente destruído, e ninguém sabe onde era?
_Isso mesmo respondia o pai.
_ Não acredito, dizia o menino. Quando eu for grande, hei de encontrar Tróia; e também o tesouro do rei.
O pai ria.

Quarenta e seis anos depois.

A maioria dos sábios contemporâneos designava como o possível sitio onde Tróia poderia ter ficado – se ela tivesse existido algum dia – a aldeola de Bunarbashi, havia naquele lugar duas fontes que levavam os arqueólogos arrojados a opinião de que bem poderia ter sido ali a velha Tróia.

''E alcançaram as duas fontes de belas águas borbulhantes,
De onde parte, de dupla nascente, o Escamandro vertiginoso.
Uma corre sempre quente, e do fundo dela.
Sobem nuvens de fumo como uma fornalha;
Mas a outra mesmo no verão corre fria como granizo,
Ou como a neve de inverno e como gélidos blocos de gelo.''


Assim dizia Homero no canto XXII da Ilíada, versos 147 a 152. Por quarenta e cinco piastras Heinrich Schliemann contratou um guia, montou num cavalo sem rédea nem sela e lançou o primeiro olhar sobre a terra do sonho de infância.
Esse primeiro olhar, entretanto, já lhe mostrou que aquele lugar, a uma distancia de três horas do litoral, não podia ser o sitio de Tróia, visto que os heróis de Homero eram capazes de correr, varias vezes ao dia, dos seus navios ate o castelo. E naquela colina poderia ter-se erguido o castelo de Priamo, com sessenta e duas dependências, muralhas ciclópicas.Schliemann que levava Homero ao da letra inspecionou as fontes e abanou a cabeça. Num espaço de quinhentos metros não contou duas (como declarou Homero), mas trinta e quatro fontes na mesma temperatura de dezessete graus e meio.
A justificativa de sua duvida de que Tróia tivesse sido ali a ausência de qualquer vestígio de ruínas e ate de cacos de cerâmica e muralhas ciclópicas não desaparecem sem deixar vestígios, e , contudo não havia sinal delas.
Havia porem sinal de outros sítios entre as ruínas de Nova Ilion, hoje Hissarlik, que significa Palácio, duas horas e meia de ao norte de Bunarbashi, distante apenas uma hora da costa. Por duas vezes Schliemann examinou o cume da colina que apresentava um planalto quadrangular, medindo 233 metros de lado e então se convenceu de ter achado Tróia.

Em 1869 ele casou-se com a grega Sofia Engastromenos. Em Abril de 1870 começou a cavar, em 1871 cavou durante dois meses e, nos dois anos seguintes, quatro meses por ano. A colina parecia uma imensa cebola que era preciso desfolhar camada por camada. E cada camada parecia ter sido habitada em tempos diversissimo; povos viveram e morreram, uma civilização sucedera a outra, e sempre uma cidade dos vivos se erguera novamente sobre a cidade dos mortos.
Qual dessas nove cidades era, porem a Tróia de Homero?

Schliemann marcou provisoriamente 15 de Julho de 1873 como ultimo dia das escavações. E então na véspera, achou aquilo que havia de coroar sua obra com brilho de ouro e encantar o mundo.
Dispensou os cem trabalhadores, a mulher segurava o chalé e este se enchia de tesouros cujo valor parecia impossível de calcular. O tesouro de Priamo! O tesouro de um dos mais poderosos reis de tempos remotíssimos, impregnados de sangue e lágrimas, adorno de homens semelhantes aos deuses, enterrado há três mil anos e tirado de baixo das muralhas de entulho de sete reinos perdidos para a luz de um novo dia!
Schliemann não duvidou nem por um instante que tinha achado o tesouro de Priamo.

Somente pouco antes de sua morte se provou que ele havia se deixado iludir pela embriagues do seu entusiasmo; que Tróia ficava, não na segunda nem na terceira camada e sim na sexta camada a contar de baixo e que o tesouro pertencera a um reino mais antigo do que de Priamo.

Tal êxito poderia ser ainda suplantado?

Mas esta historia fica para um outro post.
Resumo feito do Livro Deuses, Túmulos e Sábios de C. W. Ceram
Traduzido por João Távora, Editora Melhoramentos, 12 edição Abril de 1970.

30 de dezembro de 2007

Expectativas para 2008.

Planos não são meu forte, por isso acredito que consigo lidar melhor com os problemas, não crio grandes expectativas talvez ate por alto proteção, mas quero continuar trabalhando muuuuuuiiito, quero passar o reveillon de 2008 de casa nova, que já esta de piso.

Prometo a mim mesma:

_ Não me entupir de chocolate por causa do meu chefe, somente na TPM (não sou de ferro).

-Atualizar e publicar tudo que ando escrevendo e quando leio acho um lixo total no blog (tadinho de vcs hehehehe).

-Continuar emagrecendo já se foram 4,200 k.

- Ouvir meu sexto sentido, assim que eu achá-lo.

- Ter mais qualidade no tempo em que eu passo com meus filhos.

- E sorrir muito...


E se por acaso nada disto der certo, a vida é assim mesmo, o que importa são as pessoas que nos rodeiam, a família, os amigos (onde quer que eles estejam), o resto corremos atrás.

Que venha 2008.

Abraços e beijos, Rosa