14 de junho de 2008

MUDANDO DE PROFISSÃO

Em dia ocioso nada melhor do que checar a caixa de e-mail, e deparei-me com este enviado pela minha amiga Amanda. Espero que gostem desta conta. Abraços Rosa

Matemática de mendigo realizada por um estagiário nível superior.

Tenho que dar meus parabéns para esse estagiário que elaborou essa pesquisa tão perfeita, pois para mim o resultado que ele conseguiu obter a mais pura realidade.Preste atenção nessa interessante pesquisa de um estagiário...

Um sinal de trânsito muda de estado em média a cada 30 segundos (trinta segundos no vermelho e trinta no verde).
Então, a cada minuto um mendigo tem 30 segundos para faturar pelo menos R$ 0,10, o que numa hora dará: 60 x 0,10 = R$6,00.
Se ele trabalhar 8 horas por dia, 25 dias por mês, num mês terá faturado: 25 x 8 x 6 = R$ 1.200,00.
Será que isso é uma conta maluca?
Bom, 6 Reais por hora é uma conta bastante razoável para quem está no sinal, uma vez que, quem doa nunca dá somente 10 centavos e sim 20, 50 e às vezes até 1 Real.Mas, tudo bem, se ele faturar a metade: R$ 3,00 por hora terá R$600,00 no final do mês, que é o salário de um estagiário com carga de 35 horas semanais ou 7 horas por dia.
Ainda assim, quando ele consegue uma moeda de R$1,00 (o que não é raro), ele pode descansar tranquilo debaixo de uma árvore por mais 9 viradas do sinal de trânsito, sem nenhum chefe pra encher por causa disto. Mas isto é teoria, vamos ao mundo real.
De posse destes dados fui entrevistar uma mulher que pede esmola se que sempre vejo trocar seus rendimentos na Panetiere (padaria em frente ao CEFET). Então lhe perguntei quanto ela faturava por dia.
Imagine o que ela respondeu? É isso mesmo, de 35 a 40 reais em média o que dá (25 dias por mês) x 35 = 875 ou 25 x 40 = 1000, então na média R$ 937,50 e ela disse que não mendiga 8 horas por dia.
Moral da História:
É melhor ser mendigo do que estagiário, e pelo visto, ser estagiário é pior que ser Mendigo...
Se esforce como mendigo e ganhe mais do que um estagiário.
Estude a vida toda e peça esmolas; é mais fácil e melhor que arrumar emprego.
Viva a Matemática.

6 de junho de 2008

Gente da minha terra.

Sr. Gigi assim é conhecido um mineirinho de 89 anos, sabe aquelas pessoas que você olha e simpatiza, este senhor em questão faz a alegria, sempre tem uma piadinha nova, (incrível nunca repetiu nenhuma). Um dos passatempos preferidos é escrever cartas, a moda antiga, papel e caneta, isto não significa que ele não entenda de internet, sempre tem um texto, uma frase, a resposta de uma carta e claro uma história, mais me divirto com as da mocidade em Minas Gerais.
Conta-nos seu Gigi que os bordeis daquela época, pagava-se para dançar com as moças da casa, a cada volta ou música marcava na fichinha, o clima esquentava pagava-se mais, a coisa funcionava bem de acordo com o bolso, ele rapazote como bom dançarino e melhor ainda de lábia, era a paixonite de umas das moças, e ela a cada cinco danças, marcava uma. Ele diz isto com um brilho nos olhos e um sorriso de saudade.
Em sua última visita deixou-me este texto no Mario Quintana.
Deficiências

“Deficiente”é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
“Louco” é quem não procura ser feliz com o que possui.
“Cego” é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
“Surdo” é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
“Mudo” é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da mascara da hipocrisia.
“Paralítico” é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
“Anão” é quem não sabe deixar o amor crescer. E finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:
“Miseráveis” são todos que não conseguem falar com Deus.

Mario Quintana

24 de maio de 2008

O que um livro ruim pode acrescentar na minha vida?

A minha primeira resposta e esta pergunta seria um grande NADA, até que fiz a minha primeira compra on line de livros no site estante virtual, e eu precisava de um valor x para conseguir o frete grátis, na pressa escolhi o livro Sereníssima da autora Erica Jong, da qual nunca ouvi falar, a estória se resume em uma atriz de 43 anos, que vai a Veneza para ser jurada em uma amostra de cinema e começar a gravação do filme Sereníssima baseado em o Mercador de Veneza de Shakespeare, possui muitos trechos das obras, sonetos, descrições e história de Veneza.

Assim começa o livro:
“Durante mais de mil anos Veneza foi algo único entre as nações, metade ocidental, metade oriental, metade água, metade terra, situada entre Roma e Bizâncio, entre a cristandade e o islamismo, um pé na Europa, outro nas pérolas da Ásia. Chamava-se a si mesma de Sereníssima...”

Há muitas situações da obra e vida (do que se sabe) do autor, mas quando a ‘heroína’ recebe um anel e é transportada para o cotidiano do autor, na verdade os dois viram amantes ela Jéssica, (personagem do Mercador de Veneza) judia moradora do gueto, mas digamos que a narrativa da autora é extremamente tosca, em certo momento ela compara os órgãos sexuais “Will” como um sabre, ele procura cancro nela, o final é horrível.

Agora voltando a minha pergunta, este livro tenebroso me fez desejar ler Shakespeare, dele só conheço o básico, e algumas adaptações do cinema, tudo muito superficial. Mas como nada é por acaso, indo à casa da Janete eis que encontro na estante dela Tragédias de Shakespeare (Romeu e Julieta, Macbeth, Otelo o Mouro).

Certos livros me amedrontam, há tanto estardalhaço e interpretações do perfil psicológico, das entrelinhas em relação a algumas obras, quando não vejo é como se não estivesse vendo a roupa do rei(uma adaptação do conto excelente). Porém Shakespeare me surpreendeu com a facilidade com que consegui me situar no drama de Otelo e Desdémona. Agora o que Shakespeare poderá fazer na minha vida eu não sei, mas o prazer em ler já é mais do que o suficiente, agora me resta conseguir as outras obras para ler.

15 de maio de 2008

Carta aos meus filhos!


(Ano 2)

Há tempos atrás estava me transformando em uma completa estranha para os filhos, talvez eu tenha esquecido qual a finalidade de ser mãe, não que sempre acerte em meus julgamentos, ou que sou sempre paciente, não sou, também dou bronca, umas palmadas, mas havia esquecido de dizer aos meus filhos o tamanho do meu amor por eles, agora teremos boas lembranças juntos.
O Alexandre e o Gabriel são extremamente ativos, estão sempre correndo pulando e falando, e me contagiaram em uma noite de frio quando me vi estava virando cambalhota (a coluna nem conto)na cama com os dois, foi uma bagunça tamanho família.
A casa pela qual estamos batalhando esta virando uma realidade a cada dia que passa, no domingo fomos plantar muda de acerola, fazer vasos de flores, os meninos se divertirão muito e eu mais ainda vendo o Alexandre lutar com a enxada para abrir os buracos, o Gabriel com sua miudeza segurando a muda, recordei de mim mesma na infância, minha mãe grávida de Thais abria os buracos, eu jogava as sementes, o Neto enterrava e a Nina molhava, (morei em uma chácara até os sete anos) há muito tempo que não recordava com nostalgia da minha própria infância, eu me vi naqueles dois molequinhos imundos.
Ser mãe é nunca mais ter uma noite de sono decente, mas é tão bom aquela festinha que eles fazem quando chego em casa depois de um dia exaustivo de trabalho, por instantes percebo o ‘por que’ de tudo, e aguardo ansiosa por mais um domingo de sol.
*Este ano tive uma boa surpresa neste dia das mães, o Alexandre escreveu uma carta sozinho, ficou muito lindo.
Abraços Rosa

28 de abril de 2008

Um ano no ar!

Este mês esta acabando e com ele acredito que esta se fechando mais um ciclo da minha vida. Este blog conseguiu ficar ativo por um ano consecutivo, meu muito obrigada aos amigos que sempre vem me dar uma forcinha, que me cobram em longas ausências, e que me apóiam nos problemas, este blog começou totalmente negro, e foi extremamente importante por me manter em contato com o mundo sem sair desta sala quente(o ar condicionado pifou há uma semana, chefeeeee cadê o técnico) em que trabalho. Fez-me conhecer pessoas maravilhosas que estão todos no link, isto me ajudou a perceber a estranha em que havia me transformado em que eu não reconhecia, uma sonâmbula vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, trezentos e sessenta e cinco (seis) dias no ano. Este blog literalmente me tirou o cabresto (hehehe) da rotina.
Mas voltando a este mês, foi extremamente difícil, programei as férias e não tive como ir, porém usei toda a grana e dei continuidade a construção da casa, que ira ficar pronta antes do prazo, desentoquei todos os meus bordados inacabados (sou péssima cozinheira, mas prendada) e estou terminando, minha Orquídea floriu com onze pelas flores (post as fotos depois), deu a louca na baba e agrediu as crianças, mas nunca imaginei a praticidade de uma diarista viva as Marinetes do lar,que fazem uma faxina como ninguém.
E o mais incrível ando sonhando que estou me casando, na igreja e tudo, coisa que nunca dei importância, acho que estou ansiosa por que dia 28 de maio faz 10 anos que eu e meu cônjuge moramos juntos (ufaaa!!!).
Por isso e a vocês um brinde!
Grande beijo e abraços Rosa.

22 de abril de 2008

Medo...

Estava decidida a esquecer o assunto, apesar de chocada, magoada, me sentindo traída, pisada onde sou totalmente vulnerável: meus filhos.
Vemos tantas coisas na mídia sobre maus tratos a crianças por país, professores, babas, e sempre achamos que isto só acontece nas casas alheias, meus filhos foram vitimas.
Nos sábado dia 05 de abril o único dia em que as crianças ficavam sozinhas com a ‘secretária’, ela pediu folga para ir a um encontro da igreja, como me avisou em cima da hora foi impossível liberá-la.
Por volta das três da tarde minha irmã chegou de Cuiabá e foi ver as crianças. Para a minha surpresa ela me ligou dizendo que o Alexandre havia tomado uns tapas e o Gabriel estava totalmente assado mais precisamente cozido.
Eu sei como deixei meus filhos em casa, e quando os reencontrei foi horrível, tentar dar banho no Gabriel foi uma tarefa sobre humana, os gritos dele me doíam na alma. Sinceramente a minha vontade era esganar, bater, matar a infeliz, mas como fazer isto, eu não ia deixar meus filhos mais nem um segundo junto dela, para conseguir uma prova jurídica contra ela. Tirei as crianças de casa na segunda pela manhã, foram para a casa da avó, tirei todas as roupas do armário, mandei dar geral na casa e me ligar antes de sair, mandei a pilantra embora, imagine por 1 ano e seis meses, no único dia em que ficou totalmente sozinha me apronta uma destas.
Mas hoje tive que olhar naquela cara cínica, nojenta e traidora, me veio na mente todos os gritos do Gabriel por uma semana inteira, ou quando o Alexandre ficava nervoso e jogava as coisas como ela fez com ele. Que raiva ainda precisei pagar por estes serviços.
Só de lembrar me sobe uma ira incalculável, uma impotência sem tamanho por não conseguir proteger a carne da minha carne.
Do que adianta tanto sacrifício se no final sempre seremos fracos?
Como um ser humano se diz temente a Deus e consegue fazer maldades aos pequeninos?
Talvez eu nunca consiga entender.