22 de abril de 2008

Medo...

Estava decidida a esquecer o assunto, apesar de chocada, magoada, me sentindo traída, pisada onde sou totalmente vulnerável: meus filhos.
Vemos tantas coisas na mídia sobre maus tratos a crianças por país, professores, babas, e sempre achamos que isto só acontece nas casas alheias, meus filhos foram vitimas.
Nos sábado dia 05 de abril o único dia em que as crianças ficavam sozinhas com a ‘secretária’, ela pediu folga para ir a um encontro da igreja, como me avisou em cima da hora foi impossível liberá-la.
Por volta das três da tarde minha irmã chegou de Cuiabá e foi ver as crianças. Para a minha surpresa ela me ligou dizendo que o Alexandre havia tomado uns tapas e o Gabriel estava totalmente assado mais precisamente cozido.
Eu sei como deixei meus filhos em casa, e quando os reencontrei foi horrível, tentar dar banho no Gabriel foi uma tarefa sobre humana, os gritos dele me doíam na alma. Sinceramente a minha vontade era esganar, bater, matar a infeliz, mas como fazer isto, eu não ia deixar meus filhos mais nem um segundo junto dela, para conseguir uma prova jurídica contra ela. Tirei as crianças de casa na segunda pela manhã, foram para a casa da avó, tirei todas as roupas do armário, mandei dar geral na casa e me ligar antes de sair, mandei a pilantra embora, imagine por 1 ano e seis meses, no único dia em que ficou totalmente sozinha me apronta uma destas.
Mas hoje tive que olhar naquela cara cínica, nojenta e traidora, me veio na mente todos os gritos do Gabriel por uma semana inteira, ou quando o Alexandre ficava nervoso e jogava as coisas como ela fez com ele. Que raiva ainda precisei pagar por estes serviços.
Só de lembrar me sobe uma ira incalculável, uma impotência sem tamanho por não conseguir proteger a carne da minha carne.
Do que adianta tanto sacrifício se no final sempre seremos fracos?
Como um ser humano se diz temente a Deus e consegue fazer maldades aos pequeninos?
Talvez eu nunca consiga entender.

8 comentários:

Blog do M@rcondes disse...

Não é nada fácil entender, ainda mais a gente que depende dessas pessoas e outras tantas que agem de forma semelhante e nem ficamos sabendo. Acredito que seja um conjunto de fatores que vão da ignorância ao egoísmo, passando pela selvageria, agressividade e até mesmo grande dose de sadismo. Vigilância é fundamental, mesmo que para isso a gente tenha que se socorrer de coisas simples como visinhos, câmeras, quebra de rotina e dar incertas. Nunca fazer justiça por conta própria, sempre que ocorrer algo, registrar queixa e se possível com testemunha. Tratar com educação e cobrar sem demonstrar superioridade para não despertar o espírito de vingança. E sempre pensar que ninguém é insubstituível, na dúvida não se deve permanecer dando “munição ao inimigo”. Mesmo assim esse tipo de pessoa usa a pouca inteligência de que dispõe para arquitetarem planos e executá-los de forma a não deixar pistas. É sempre bom instruir, perguntar sempre e ouvir nossos filhos, que lamentavelmente ficam a mercê dessas figuras. É claro que graças a Deus essas bandidas são exceções, por que em nossa casa as “secretárias do lar” felizmente até agora, deixam queimar um feijão de vez em quando, mancham uma roupa por descuido e etc., mas violência nunca. Em tempo: Nem queira entender esse tipo de figura, nem las se entendem.

Ricardo Rayol disse...

mete a porrada, se não pode mete um processo.

Dr. Fácil disse...

Que droga completa Rosa. É revoltante não resolver isso com justiça. A ironia é ter que pagar pra ela ainda, e não o contrário... É dose. Pelo menos o poder de mandar embora esse tipo de gente existe, menos pior assim. Beijos Rosa!

S disse...

Oi Rosa, eu não costumo esperar o pior das pessoas. Provavelmente ela foi omissa e irresponsável com seus filhos porque foi egoista ao levar em conta apenas o interesse dela e não o compromisso que assumiu com sua família.
É claro que vc a paga para tratá-los bem e depois de mais de um ano contigo ela deveria ter bem mais do que uma relação apenas de emprego com vcs.
Infelizmente não podemos proteger quem amamos como desejamos. E vc vai passar por esa sensação de impotência pelo resto da vida.
Te desejo boa sorte e que seus filhos melhorem. ~.^
E Deus não tem nada com essa história. =D
Beijos

Zé Costa disse...

Nesse caso é simples: bata, bata muito! Depois, mais calma, pague o que deve a cretina e a faça nunca mais passar na rua onde você mora.

Elefante disse...

Que situação dificil, tudo isso é fruto dos dias que vivemos onde infelizmente a vida exige numa proporção de uns 70%que todos trabalhem (não só o marido como antigamente) e daí acontece esses fatos tristes. Creio que esses dias modernos quem mais sofre são as crianças e as mães por não poderem estar o tempo todo com seus filhos. Abraços

Paulo disse...

Não é mesmo fácil de entender como certas pessoas conseguem nos surpreender, pela negativa neste caso.

Poeta da Lua disse...

rosa,
a confiança e a fé no ser humano deve haver sempre, mas o olhar atento nunca pode deixar de existir...
que bom que teve esse olhar!

ps: sobre a música no blog poeta da lua, tenho o nome, mas está em meio a confusão das minhas mensagens, irei procurar, te escrevo.

abraço e até...