24 de janeiro de 2008

A seita.



Passei dias tentando achar um tempo e digitar o restante da historia de Heinrich Schliemann, mas esqueci o livro onde trabalho e a oportunidade surgiu-me onde eu menos esperava no caminho para casa meu cunhado ligou convidando-nos a ir jogar baralho com ele (um jogo chamado mentira bem simples e divertido), mas imaginando os assuntos de sempre, novela, fofoca e as casa lacradas (que eu me recuso a ver, ouvir e falar) ficaria boiando, resolvi ficar em casa com o Gabriel (1e 11meses) e ele levaria o Alexandre (6 anos), porem minha irmã Nina (tia linha dura de coração mole) chamou-os para dormir com ela e minha mãe, agora estou eu aqui ouvindo os vizinhos loucos tentando cantar em Karaokê e para piorar um pouco, uma imitação tosca de Tete Espindola (meu amor o nosso amor esta escrito nas estrelas... e o fim da picada) e já que estou sem o livro em mãos e estou lendo outro sobre Seitas Secretas assunto que sempre me chamou a atenção não vou relatar sobre as mais conhecidas, mas uma seita aniquilada (não lamento e talvez nem você faça isso).






Introdução (bem resumida).

As seitas secretas existem tanto nas culturas primitivas como nas tecnologicamente avançadas. São, quase com certeza, anteriores a historia registrada; uma interpretação das pinturas pré-históricas nas cavernas sugere que elas faziam parte dos ritos tribais especiais da Idade da Pedra, destinados a atrair a caça mediante a magia simpática. No entanto, as seitas secretas tribais costumavam estar ligadas aos ritos de passagem para a vida adulta de rapazes e moças e a preservação das tradições culturais da tribo. Através dos tempos, outros grupos foram formados com propósitos religiosos e políticos, tal como os druidas e os Cavaleiros Templários do século XII. Alguns nasceram como irmandades ritualísticas, ou evoluíram a partir, maçonaria, rosa-cruz, a teosofia e a Ordem Hermética da Aurora Dourada, outros são cultos antigos como Isis e Osíris, Dionísio, Mitra (mitraismo), entre muitos outros.





Tugues - Assassinos Sagrados.


Durante séculos, viajantes da Índia eram presos pelos tugues, membros de uma seita cujas origens remotavam ao século XIII. A irmandade incluía muçulmanos e hindus, mas todos afirmavam ter uma relação especial com Kali, a Mãe Negra do folclore hindu. Segundo o mito deles, a deusa cortara um demônio comedor de gente ao meio com sua espada, descobrindo que cada gota de sangue dava origem a outro demônio. Em face de horda diabólica, Kali criou dois guerreiros com seu próprio suor, dando a cada um deles uma tira de pano chamada ‘rumal’, para estrangular os inimigos. Depois que os demônios morreram, Kali incitou seus dois tugues a continuarem matando, de geração a geração. Eles esmagariam o mal, disse ela – e ganhariam bem a vida, pois também roubariam suas vitimas.Na maior parte do tempo, os tugues viviam respeitavelmente, em geral como artesãos renomados, em suas aldeias natais. Porem, durante algumas semanas, todos os anos, dedicavam-se a carnificina, sua missão sagrada. Agindo longe de casa para evitarem o reconhecimento bandos de dez a cinqüenta tuques atraiam suas vitimas para a morte mediante engodos. Com efeito, o nome da seita deriva da palavra em sânscrito para ‘enganador’. acompanhavam grupos de mercadores ou peregrinos ate surgir uma oportunidade, quando o momento certo chegava, os assassinos aproximavam-se da vitima por trás, passavam os rumales em seu pescoço e apertavam, murmurando preces a Kali.



Antes de uma expedição, os tuques sacrificavam um carneiro diante de uma imagem de Kali manchada de sangue e coberto de flores. Ao lado das estatua estavam às ferramentas do oficio – corda, faca e picareta. A faca era usada na mutilação ritual dos cadáveres. Presumia-se que a mutilação agradasse a Kali, alem de ser pratica, pois dificultava a identificação das vitimas.



Alguns viajantes eram imunes ao ataque. As mulheres era poupadas em deferência ao sexo de Kali e os homens santos, certos artesãos, músicos e poetas também gozavam da proteção da deusa. Os leprosos e aleijados estavam isentos, pois os tugues temiam a contaminação, nunca molestavam europeus com medo de represarias por parte dos governos coloniais.



Com uma compaixão duvidosa, os tugues adotavam os filhos de suas vitimas, iniciando os meninos na seita, ensinando-lhes seu idioma e os sinais secretos. As iniciações eram solenes e alegres, nada dava a um pai tuque mais orgulho do que ver seu filho seguir seus passos sangrentos.

Estima-se que mais de um milhão de pessoas tenham perecido nas mãos dos tuques antes que os governantes ingleses da Índia acabassem com a seita por volta de 1826 o coronel William Sleeman (administrador civil de Jubbulpore, na Índia) recorreu a tuques capturados, quebrando o código de silencio com ofertas de clemência, no total conseguiu 56 informantes, em 1848 exceto por alguns casos isolados, o reino tuque de terror chegou ao fim.

Com o tempo, estranguladores e mutiladores fora transformados em hábeis oleiros, pedreiros e tecelões. Seus tapetes tornaram-se uma especialidade procurada ate pela rainha Vitória, cujos soldados haviam destruído a irmandade, encomendou um para o castelo de Windsor.


Texto extraído do livro: Mistérios do Desconhecido – Seitas Secretas, Abril Coleções (Time-Life), tradução Tomas Rosa Bueno.


Abraços Rosa
23 de janeiro de 2008.

8 comentários:

Ricardo Rayol disse...

Isso porque você não conhece a fraternidade Amigos do National Kid.

ELEFANTE disse...

Pelo menos essa seita tinha o nome de quem a acomandava "o enganador''

AcidoCloridrix disse...

Já tinha saudades de te ler e aos teus brilhantes textos,,,, é um prazer voltar aqui,,, és uma delicia!!!! Beijoooo,,,, HCL

Blog do M@rcondes disse...

Rosa: Tirei uns dias de férias e vim para a praia (litoral de Santa catarina)chove pra caramba e esta frio. Um único computador no hotel e todo mundo disputa ele no tapa. Não estou conseguindo atualizar o blog mas pelos menos vi teus comentário e li teu último post. Vou descer até o Uruguai e quero ver se nos próximos dias a "comunicação" melhora. Abraços!

Jana disse...

Posso confessar? Não li da introdução pra baixo. Acho que to sofrendo de preguicite aguda pré férias... rsrs


Beijos

Blog do M@rcondes disse...

Estamos no sul de Santa Catarina, (Laguna). Um frio em torno de 10 graus. Vamos descer até o Uruguai e lá parece que esta...
ais frio ainda. É coisa para masoquista. Mas já que !tamo...vamo". Obrigado e abraços!

JLM disse...

Olá,

Você já ouviu falar dos Gormogons? Eles eram anti-Maçons radicais. Eu até acho que o próximo livro do Dan Brown tenha algo sobre eles, se ele for inteligente.

1 abraço.

Dr. Fácil disse...

Nossa, isso sim que é desejo de matar. Com todo respeito ao, também finado, Charles Bronson... Muito interessante esse mundo, mas com moderação, é claro. Beijão Rosa!